Desde que me lembro, e fui director num clube de futebol aos 20 anos, os intervalos serviam para o treinador fazer algumas correcções à equipa e à sua forma de jogar de forma a que a 2ª parte correspondesse mais àquilo que se esperava dos jogadores e do jogo.
Um balde do lixo, já todo empenado, era estratégicamente colocado para que, em casos mais extremos, lhe fosse aplicado um bom pontapé, antiga forma de "enter", para a rapaziada "enteriorizar" o que o homem queria.
Até o mítico "cházinho", trazido pelo massagista, não faltava naqueles minutos mágicos do intervalo na cabina.
Na ingenuidade da idade e intrigado sobre o ritual, lembro-me de ter perguntado ao homem do que é que era feita a bebida.
Disse-me, com cara de cumplicidade, que era chá simples com um pauzinho de canela mas que tinha efeito de doping na mente dos jogadores por eles não saberem exactamente de que ingredientes era feito.
Ainda hoje tenho dúvidas sobre aquela explicação, mas siga adiante.
Este intróito tem a ver com os últimos jogos do Glorioso.
Aparentemente, os intervalos na nossa cabina devem servir para o pessoal bater uma soneca e beber qualquer bebida anestésica, olhando à produção das segundas metades dos jogos!
Assim, proponho que nos intervalos, em vez de irem para a cabina, os jogadores fiquem no relvado a bater umas bolas ou sentados na mini-bancada que encontrei por aí e que acima se apresenta.
Outra alteração que proponho é tirar aqueles "recaro xpto" do banco e pôr lá uns "moxos" desconfortáveis para os suplentes não adormecerem.
É uma ideia...
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