Sobre o jogo de ontem, apenas tenho a dizer ao JJ que esta época já tenho que chegue de jogos sensaborões que acabam com o credo na boca e de um jogador muito, mas muito parecido (de físico e cara) com o Saviola de há duas épocas atrás e que, ainda hoje, não percebo porque se foi embora sem se despedir nem faço a mínima ideia onde joga agora.
Também que, nem com assobios, talvez por pensar serem para o sósia do Saviola, o Cardozo se dignou marcar um golo.
Tive saudades do Aimar, ontem "substituído" pelo Gaitán.
Enquanto o Aimar, mesmo "entradote" corre o campo todo, faz faltas, zanga-se com os árbitros e com os adversários e faz dois ou três passes de morte, o Gaitán limita-se a fazer dois ou três passes de morte e "fecha a loja", o que para mim é pouco.
Para se perceber o quanto este jogo vai ficar na Gloriosa história, basta ouvir hoje as conversas de café dos Benfiquistas que, mesmo cá de longe, tenho a certeza serão todas sobre o empate do Manchester e do Basel também ter entrado na "corrida".
De tal maneira estava "entusiasmado" a ver o jogo que o meu pensamento voou quase para o meio do século passado.
Para o "rossio" da minha terra (porque quase todas tinham um, até Lisboa!) e que, ao contrário de ontem onde no mesmo terreno couberam os Nossos e os primos afastados do Quaresma, no meu "rossio" (bocado de terreno relvado natural rodeado por um ribeiro), quando chegavam as carroças, os burros, os cães e os ciganos, nós tínhamos de interromper o campeonato e as nossas mães darem rédea curta às galinhas.
Também, ao mesmo tempo que uma bola saía do terreno de jogo e era logo reposta, lá continuava o "rossio" e a lembrança de que cada vez que a nossa ia parar ao ribeiro, era ver duas equipas à pedrada... (à bola) para a dita encostar à margem ou tínhamos que andar mais de um quilómetro para a ir apanhar no meio dum mato onde o ribeiro caía em cachoeira e fazia um pequeno lago.
Um pontapé de ressaca para fora e lá me veio a lembrança do meu primeiro golo (de "praí" uma dezena em toda a vida) no "rossio".
Até na hora de lavar o dentes e numa última e cada vez menos crítica olhada ao espelho, a visão de um nariz ligeiramente torto, fruto de um pontapé a aliviar do "Chico Valente" quando eu mergulhava para um grande golo de cabeça.
E que a minha mãe só soube do que tinha sido cerca de 40 anos depois, tempo que achei suficiente para não levar logo duas "galhetas"!
CARREGA GLORIOSO !!!
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